Poções & Encantos by Tânia Gori

A Magia dos Benzimentos

Reflexão do Agora

Benzimentos e Orações

Na medicina popular de origem europeia, encontramos elementos celtas, grego-romanos, árabes, juntamente com partes da cabala, da alquimia, da medicina dos mosteiros e dos cirurgiões práticos. Acrescenta-se a isso ritual e remédios que vem da medicina indígena e da medicina africana. Benzer significa tornar Bento ou Santo. Um termo originalmente usado em homenagem a São Bento.

São bento

Emprega-se essa medalha, com completo sucesso como defesa contra todos os ataques dos espíritos malvados da Terra, do Outro Mundo dos infernos.

Os Benzimentos são uma prática muito antiga em muitas culturas, mas aqui no Brasil ganhou força no período da colonização junto aos imigrantes que chegaram. Vale lembrar que os próprios índios aqui já estabelecidos praticavam seus rituais de cura dentro de um conjunto de orações no seu próprio dialeto.

No quadro dos colonos tínhamos duas classes predominantes no Benzimento: as parteiras e os benzedeiros. As parteiras eram as mulheres especializadas em partos no qual um bom parto se fazia rezando, enquanto os benzedeiros eram homens que tinham um dom de rezar e benzer, seja com as próprias mãos, ou seja, com um objeto de sua preferência.

Os Benzimentos atendiam às necessidades mais precárias da população onde o acesso a um médico era muito restrito.

O Benzimento acontece no conjunto de rezas, na formulação de garrafadas, seja de proteção ou de dosagem. Existem Benzimento para proteção de casas, crianças, animais de estimação, plantas, proteção do corpo e de espírito. O bom Bento, ou seja, aquele que realiza o Benzimento torna-se uma ferramenta prática de auxílio ao próximo e a ele mesmo.

Para um bom Benzimento não existe lugar, não importa o dia e nem a Lua, o que importa é a força que o Bento usa na expressão e aplicação do verbo, pois benzer é fazer um jogo de palavras com poder de ação no etéreo e no físico.

O Benzimento se aprende dentro de uma tradição na qual quem sabe e foi preparado ensina quem precisa.

Os Benzimentos trazidos nesse tratado têm sua origem no Sul da Espanha, Portugal e Brasil.

Seguem alguns preceitos básicos:

  • Não cobrará.
  • Não negará,
  • Não poderá receber agradecimento;
  • Não pode ficar ninguém na porta
  • Não cruzar pernas ou braços.
  • Fazer as benzeduras do nascer ao por do sol. Nunca à noite.
  • Deve-se acreditar na eficácia dos Benzimentos.
  • Procure não inflamar seu Ego com o sucesso de suas rezas.
  • Bocejo no inicio quebranto antigo, durante quebranto recente e no final quebranto bem recente. Sem bocejo a pessoa está bem.
  • Benzedura a distância, utiliza-se como testemunho uma roupa da pessoa. No caso de benzimentos que serão necessários por mais de 1 dia, a pessoa deverá comparecer no 1º dia e os demais poderá ser feito com o testemunho.
  • Antes de iniciar o Benzimento imaginar que Jesus está benzendo e pensar que seremos o intermediário dele e do doente. Pedir a ajuda dele repetindo mentalmente e fazendo o sinal da cruz “… Em nome do pai, filho e espírito santo” Primeiro no benzedor depois na pessoa benzida…
  • Para terminar o Benzimento: “Gloria ao pai, ao filho e ao Espirito Santo. Assim como era no principio e por todo sempre. Esta prece que eu acabei de rezar foi assistida e representada em nome das três pessoas da Santíssima trindade (sinal da cruz na pessoa e depois em você) Pai, filho e espirito santo que assim seja Amém.”.

Existem várias tradições e entre as quais participei deve-se passar o Benzimento ou as rezas para outra pessoa apenas na sexta-feira santa e no dia de natal. Outras professam que as benzeduras devem ser passadas apenas para seus antecessores, ou seja, de mãe para filha ou de avó para neta. Outras ainda falam sobre passagem cruzada, ou seja, se quem benze é um homem deve ensinar uma mulher e se é uma mulher deve passar a Benzedura para um homem. Enfim são várias tradições, por isso siga sua intuição, mas não deixe essa arte mágica e sagrada chegar ao fim.

Quem benze abençoa. Age pelo sentimento de caridade, é um líder servidor com a prática constante do amor incondicional. Benzer é transmitir o bem, ou emoções boas, é criar uma atmosfera boa.

A benzedeira atua em três níveis na cultura popular:

  • Nos problemas do próprio organismo (vermes (bichas) , bronquite, mau-jeito, desarranjos;
  • Nos problemas do cliente com pessoas e suas relações: conflitos familiares, dos maridos, dos filhos, parentes, empregos, etc.
  • Nos problemas de fundo psicológico ou espiritual: olho-gordo de vizinho, inimigos, desequilíbrios, almas penadas, espirito doente, amenizar males físicos.

Na cultura popular, os benzedores e suas práticas se enquadram no conceito de um grande provérbio: “precaução e água benta não faz mal a ninguém”. São inofensivos. Afinal o Benzedor não cura, apenas benze em nome da força do santo. Quem cura é o Santo.

Cerca de 95% dos benzedores repete 3 vezes o ritual da reza para que a benzedura fique completa. A seguir o benzedor reza 1 Pai Nosso e 3 Ave Marias para o santo de devoção ou para qualquer santo a quem queira ofertar a benzedura.

As benzeduras geralmente são feitas com ramos de plantas, pinhão roxo, vassourinha, manjericão ou arruda, plantas consideradas mágicas e usando formas de cruz sobre as partes afetadas.

Em algumas benzeduras usa-se um copo com água mineral que se dá para o cliente após o Benzimento, ou uma vela branca ou ainda o terço ou simplesmente a cruz.

O dom ou a faculdade de curativa é inerente ao benzedor, a preferência por certo objeto, erva, ou certa gesticulação, serve-lhe de catalizador do próprio benzimento. Varia de uma benzedeira para outra, quanto ao uso de certos ingredientes ou sistema de operar. Encontramos a Preta Velha que benze utilizando-se de galhos de arruda, ou palha benta, esconjurando os fluidos ruins e fazendo cruzes sobre o paciente; Também encontramos outras benzedeiras que usam de rosário, escapulário, talismã ou bolsinha de oração; E ainda outras que benzem cruzando o copo do enfermo com objetos de aço para atrair e imantar os maus fluidos, cujos objetos depois ele os lança na água corrente. Algumas benzedeiras cortam fios de linhas sobre pires de água para eliminar vermes das crianças; Outras benzem com fragmentos de carvão fazendo a diagnose do paciente conforme o comportamento dos mesmos no líquido; Nos terreiros, os pretos velhos sopram fumaça do cachimbo ou do charuto sobre os enfermos, para esconjurar as cargas malévolas; Há benzedeiras que “costuram” rasgaduras e consertam “mau jeito”, com resultados positivos, provando suas sensibilidades mediúnicas.

Os benzedores lembram que os insucessos não devem ser levados à conta nem atribuídos à insuficiência das benzeduras, mas sim à responsabilidade do benzido, do próprio paciente, que não teve fé em dose necessária para auxiliar o processo da cura. Desde que confieis no poder do bem, é evidente que também deveis confiar no Benzimento benzedor é criatura que movimenta forças curadoras em favor de outrem. Descrer do Benzimento é o mesmo que descrer da positividade do bem.

As informações anteriormente tidas como crendices ou folclóricas, hoje são seriamente estudadas e pesquisadas nas mais conceituadas universidades. As tradicionais “benzeduras” que fazem cair verrugas de muitos anos de existência ou os chamados “mal-olhados” que secam a violeta da vizinha já são admitidas como realidades possíveis e comprováveis. Excetuam-se naturalmente os exageros e prestidigitações que são também comuns nesta área

As “benzedeiras”, quando chamadas, operam do seguinte modo: Para curar o “quebranto” ou “mau-olhado”, tomam um raminho verde, de preferência arruda, e com ele batem levemente na criança, fazendo movimentos em cruz; Para matar “erisipela” (Doença infecciosa aguda, febril, da pele e do tecido subcutâneo),empunham uma faca e com esta cortam no ar, em forma de cruz, um pouco acima da parte doente. Enquanto gesticulam, seus lábios não deixam de murmurar preces, a que dão subido valor. Várias vezes tivemos oportunidade de observar de perto os benéficos efeitos da intervenção dessas incultas e boas mulheres. As preces são poderosos meios de evocação aos Espíritos bons que as assistem.

chico xavier

Segundo Chico Xavier: “A chamada “benzedura”, conhecida nos meios populares, será uma modalidade de passe? As chamadas “benzeduras”, tão comuns no ambiente popular, sempre que empregadas na caridade, são expressões humildes do passe regenerador, vulgarizado nas instituições espíritas de socorro e assistência. Jesus nos deu a primeira lição nesse sentido, impondo as mãos divinas sobre os enfermos e sofredores, no que foi seguido pelos apóstolos do Cristianismo primitivo. “Toda boa dádiva e dom perfeito vem do alto” – dizia o apóstolo, na profundeza de suas explanações. A prática do bem pode assumir as fórmulas mais diversas. Sua essência, porém, é sempre a mesma diante do Senhor.”.

A Benzedeira também é chamada de rezadeira. O ministério da benzedeira ou do benzedor é rezar pelos males que afligem o povo, sobretudo os pobres. Não existe benzedeira sem que haja uma comunidade que busque suas orações. Mesmo assim recorrem a ela pessoas de todas as classes sociais.

Existe um grande número de senhoras, chamadas benzedeiras, que aplicam passes em crianças recém-nascidas que apresentam uma contaminação fluídica, popularmente chamada “quebranto” ou “mau olhado”. O problema da criança acontece quando pessoas adultas, que possuem uma atmosfera fluídica malsã, ficam com a criança no colo por muito tempo. A energia ruim que circunda a pessoa contamina a atmosfera espiritual da criança.

Isso deixa o bebê irritado, prejudica o seu sono e em certas situações pode causar desarranjos orgânicos. Depois de alguns Benzimentos/passes, normalmente a criança afetada volta à sua normalidade. Nada se faz de mais, a não ser derramar o fluido salutar dos bons Espíritos sobre a atmosfera malsã da criança, limpando-a dos fluidos nocivos.

De que modo os Benzimentos agem nas pessoas

O benzedor projeta sobre o paciente um feixe de forças em frequência vibratória dinamizada pela sua condição amorosa de curar. Os benzedores enfeixam as energias que flutuam no ambiente onde eles atual e projetam sobre os enfermos, cujo êxito de cura depende da maior ou menor receptividade psíquica dos mesmos. O benzedor age à maneira de um condensador vivo dos maus fluidos alheios, espécie de imã da sujeira do próximo. O benzedor atrai o “mal” para si ou para seus objetos/plantas. Os objetos usados no benzimento funcionam como acumuladores ou captadores de fluidos ou forças etéreo-físicas. Os benzedores afirmam que estão “limpando” o paciente, mas na verdade o que fizeram foi agir com o pensamento, atraindo o fluido nocivo para a sua própria atmosfera psíquica ou para os objetos usados/plantas no benzimento que funcionam como captadores destes fluidos.

Embora a medicina oficial considerar superstição a terapêutica exótica do benzimento, em verdade, ele chicoteia e desintegra os fluidos virulentos que nutrem os vírus de certas infecções. Como o eczema, o cobreiro entre outras infecções características da epiderme, que se alastram de forma eruptiva.

Sob o comando espiritual do benzedor, a aura etérica dos vegetais tóxicos e queimantes, como a pimenteira brava, atua no fluido mórbido e ardente do eczema ou cobreiro, desintegrando-os pelos impactos magnéticos e os absorve. Extinto o terreno doentio fluídico, que alimentava os germens infecciosos, estes então desaparecem por falta de nutrição apropriada.

Após o benzimento, em que o galho da pimenteira-brava absorve o fluído doente do cobreiro ou eczema, o benzedor manda o paciente enterrá-lo, o qual, à semelhança de um “fio-terra”, descarrega no solo a carga tóxica ali aderida

Quem pode ser um benzedor (a)

A formação da benzedeira é frequentemente católica, mas já encontramos benzedeiras kardecista, adventista, umbandista ou esotérica. Todos nós estamos impregnados de forças curativas e poderíamos operar verdadeiros milagres. Diante da dor alheia, não hesites na prática da mediunidade curadora, pois todo gesto de bondade inspira o concurso dos benfeitores espirituais.

A mediunidade de cura se expressa na palavra amiga que consola e estimula; no gesto fraterno que ampara e reconforta; no passe magnético que restaura as energias fisio-psíquicas desgastadas; e na fluidificação de água cristalina que se converte em energia medicamentosa para enfermos do corpo e da alma.

Não achemos que curadores sejam apenas alguns indivíduos predestinados.

Curar com Jesus é um simples ato de amor, espontâneo e acessível a todos os homens de boa vontade.

Claro que necessitamos de algumas condições básicas:

– Coração puro, limpo, livre de sentimentos maus;

– Ter a mente pura, limpa, livre de pensamentos maus;

– Desejo sincero de ajudar, livres de vaidades e egoísmos;

– Evitar ter vícios para não repassarmos venenos tóxicos ao paciente;

– Ter fé, acreditar naquilo que estamos fazendo.

Para terminar esse artigo deixo aqui um benzimento fortíssimo contra mau olhado, inveja e quebranto

  • Obs.: Enquanto vai se rezando, benza-se 3 vezes, dos pés à cabeça (iniciando-se dos pés para cabeça), com um copo de água e uma vela branca, acesa:

Diga: “Deus perturbe e confunda os que querem para si minha alma”. “Envergonhados sejam aqueles que me queiram mal”. “Aqueles que são bons e que só a Vós desejam que sejam salvos e engrandecidos”. “Mas a mim, que Vós necessito não me desampareis”. “Pela Cruz em que padecestes, os olhos maus se fecharão e as bocas malvadas emudecerão, os maus pensamentos e desejos fugirão”.

 “Com esta Cruz me defendo”.

“Com esta Cruz me livro”.

“Com esta Cruz me curo”.

“Louvado seja Aquele que me tira o mal”.

Despache: Água e o resto da vela (apagando-se a vela na água do copo e logo após quebra-se em 3 partes) em um verde ou em água corrente. Fora de sua residência.

Para aprender novas benzedura comigo,sua inscrição na Casa de Bruxa (11) 4994.4327 ou http://www.casadebruxa.com.br para o curso anual da Sexta-feira Santa…Todo ano faço um curso gratuito para repassar as benzeduras…

curso de benzeduras

Beijos Encantados

Tânia Gori

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Gratidão pelo seu comentário ... Estarei respondendo assim que possível... Beijos Encantados ... Tânia Gori

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