Poções & Encantos by Tânia Gori

Religião Celta – História da Religião Celta

Reflexão do Agora

Religião Celta – História da Religião Celta

Introdução

Antes de qualquer explicação ou exposição da religião dos celtas é necessário rever certos conceitos. Não podemos encara-la como uma instituição ou mesmo como algo que coexistia com outros campos da vida das pessoas. Não existia um momento para a pessoa trabalhar, outro para se divertir e outro para se dedicar à religião. A religião estava em tudo isso, era ela quem norteava o comportamento e a conduta dos celtas. O trabalho, os tempos de entretenimento, a arte, enfim, tudo estava ligado à religião.

O druidismo é ainda um assunto bastante obscuro e objeto de diversos estudos que tentam esclarece-lo. Portanto, todas fontes de informação que se tem sobre a religião dos celtas (e não são poucas) deve-se ter certa cautela ao aceita-las como verdades absolutas. Sites da Internet existem centenas tratando do assunto, cada um dizendo algo diferente. Livros existem outras centenas (muitos deles, logo nas primeiras páginas se nota que não são estudos sérios). Já me deparei com livros psicografados assinados por Druidas ancestrais – sem duvidar da capacidade mediúnica, mas logo no prefácio já podia se perceber que o livro não passava de uma grande farsa. O misticismo está em voga: duendes, fadas, cristais mágicos, incensos e coisas do gênero estão sendo banalizados pelo lucrativo mercado das bugigangas. Dessa forma o conhecimento ancestral se torna produto de lojinha de “shopping center” e, com isso, abre espaço para que uma corja de pessoas se auto-intitulem conhecedoras do assunto e passam a propagar um amontoado de mentiras somente para vender! Por isso, logo de cara, aviso: Não sou dono da verdade e tento, ao máximo, “filtrar” o tipo de informação que divulgo na Casa Celta, principalmente se tratando da religião dos celtas. O texto que segue tem como intuito expor todas as correntes de pensamento (obviamente, levando em consideração somente as coerentes)

Druidismo

Alguns estudiosos preocupam-se em discernir duas correntes religiosas: a céltica e a druídica. Embora muito semelhantes (levando-se em conta que a céltica é derivada da druídica) existe uma tendência a fazer certas considerações. Acredita-se que o celtismo era mais rudimentar e mais ligado ao culto da Mãe Natureza, enquanto o druídismo apegava-se a diversas divindades ligadas à natureza.

Pode-se afirmar que o druidismo se baseava em dois grandes princípios: o Respeito à Natureza e na crença da imortalidade. Os druidas eram os sacerdotes e presidiam as cerimônias religiosas, e exerciam outras funções que serão discutidas mais à frente.

Acreditavam na figura suprema da Deusa-Mãe e em divindades“elementais” (do ar, da água, do fogo e da terra). Alguns estudiosos atestam o politeísmo do povo celta, outros já o consideram monoteísta e todas as divindades nada mais eram que extensão de uma Deusa-Mãe. Outros os descrevem como monoteístas, que cultuavam o deus-fogo Beal, ligado ao sol (a exemplo de Ra para os egípcios).

Algumas árvores tinham importante significância na religião celta, como era o caso do carvalho (ligada à sabedoria e ao druidas), o freixo (ligado à proteção), o salgueiro (ligado às divindades da água), e etc. Alguns animais também tinham sua simbologia – o touro, por exemplo, estava representava a fertilidade e a serpente ligada à sabedoria.

A crença na alma e na vida após a morte está presente no druidismo. Os celtas acreditavam na existência do “Outro Mundo”, aonde residem os antepassados e demais espíritos. Acreditavam também que determinadas pessoas eram dotadas do poder de comunicação com este mundo. Acredita-se que o fato de os guerreiros celtas serem bravos e destemidos venha da certeza que eles tinham de que a morte nada mais é que uma passagem.

Como eram os rituais celtas para honrar seus deuses isto é difícil precisar. Sabe-se que as cerimônias eram realizadas em lugares abertos, em campos e florestas. As florestas de carvalho eram de predileção dos druidas, pelo fato do carvalho ser considerado uma árvore sagrada. Nestes locais construíam-se círculos de pedras, onde eram realizadas as cerimônias religiosas – o mais famoso deles é Stonehenge.

No entanto, estudos recentes defendem que estes círculos de pedra, na verdade, eram usados como observatórios astronômicos e não como construções religiosas. Com isto, abre-se espaço para discussão dos elementos de culto dos celtas e dos druidas, o que faria do druidismo uma religião fortemente influenciada pelas estrelas e pela observação dos astros (como a religião egípcia).

Vestígios arqueológicos confirmam que os druidas conduziam sacrifícios humanos, porém, as razões e a maneira como este tipo de cerimônia era realizado ainda é obscura.

Druidas

No druidismo – como o próprio nome sugere – os líderes religiosos eram o Druidas, que constituíam uma classe privilegiada dentro da sociedade celta. Eram eles que presidiam as cerimônias religiosas, realizavam os sacrifícios humanos e conduziam oráculos. Além das funções religiosas, desempenhavam as funções de educadores, juízes e eram os responsáveis pela conservação da história e da tradição celta. Eram sábios e tinham conhecimentos de medicina, agricultura e astronomia. É importante lembrar que os druidas, temerosos aos registros escritos, passaram todo seu conhecimento oralmente de geração para geração. As mulheres também integravam a classe druídica. Eram, em sua maioria, profetizas.

Os druidas eram a única classe que transcendia as divisões tribais. Foram os grandes responsáveis pela unidade do mundo celta. Onde hoje está localizada Orleánais (França), estes sacerdotes organizaram uma grande assembléia geral, cuja sede situava-se nas proximidades de onde hoje é a cidade francesa de Sully-sur-Loire.

Roma logo condenou o druidismo, percebendo que os druidas eram a grande força política do mundo celta. Mesmo assim eles perduraram até a Idade Média, na Irlanda, e até o século V na Gália.

Pouco se sabe sobre os druidas, exatamente pelo fato de não fazerem uso da escrita (embora, crê-se que eles tiveram conhecimento de um sistema de escrita rúnico). Contudo, pode-se afirmar que eles existiram, exerciam grande influência na vida céltica e eram extremamente privilegiados nos conhecimentos. Relatos registram a coragem dos druidas na defesa de sua crença, sendo que muitos morreram durante a repressão romana. Especula-se que os druidas não eram originários da civilização celta, o que faz deles um povo distinto, cuja história e origem pouco se sabe.

Cristianismo

O cristianismo chegou às Ilhas britânicas no século IV, mas no século V os saxões invadiram o país, obrigando os cristãos celtas a mudarem-se para Gales e Cornualha. Neste mesmo momento, São Patrício – um monge britânico – iniciava suas excursões missionária pela Ilha da Irlanda. Tão logo, fundou-se a Igreja da Irlanda, a qual se tornou o centro da “Cristandade celta”.

O “cristianismo celta” desenvolveu-se de modo extremamente distinto ao padrão romano. Organizado em um claro sistema monástico, bispos estavam submetidos à autoridade abacial. Os monges dedicavam-se com afinco ao estudo da religião e a preservação da literatura romana. Tornaram-se grande evangelizadores dos povos germânicos e fundaram monastérios por toda a Europa Ocidental (França, Itália, Suíça e Alemanha).

Nos séculos IX – XII, o cristianismo celta foi perdendo força e o seu modo organizacional já não era compatível ao modelo romano, que agora preocupava-se com a centralização do poder.

Fonte : Facebook de Kyra Monteiro.

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2 Respostas »

  1. QUERO MUITO SABER MAIS A RESPEITO DAS TRADIÇÕES ,COSTUMES E SOBRE A BRUXARIA CELTA,SOU INICIANTE EM BRUXARIA ,MAIS TENHO GRANDE ESPIRITUALIDADE,OBRIGADA

    • Olá Fabiana
      Então você está no lugar certo… Estaremos realizando uma vivência celta dia 23/02/2013 na Casa de Bruxa – Santo André – São Paulo. Mais informações :(11) 4994.4327
      Segue uma previa da vivência …

      Vivência Celta: O Poder Transformador das Antigas Histórias e Danças Celtas – Despertando sua Essência – 23/2/2013
      Profissional: Lady Mirian Black
      Conteúdo: Quem é você? Você vive sua essência – você é você, ou você é quem te ensinaram ser? Quais são seus verdadeiros dons, potenciais, habilidades? As seanachies (bruxas iniciadas no poder de contar histórias encantadas) conheciam diversas histórias encantadas que abriam um portal de conexão entre o nosso mundo e o mundo espiritual celta, conduzindo os ouvintes a uma viagem inesquecível pelos domínios do Outro Mundo, especialmente pelo País das Fadas. Além disso, estas histórias, quando contadas e ouvidas adequadamente, e quando vivenciadas através das danças celtas, envolviam os participantes consciente e inconscientemente, proporcionando transformações profundas e significativas que íam desde curas de doenças até a proteção contra todos os males, sabedoria, dons de magia e para profecias, etc.
      Objetivo: permitir que os participantes experimentem o poder das antigas histórias e danças celtas de modo a obterem uma reconexão com sua essência, com o Eu, despertando seu(s) verdadeiro(s) dom(ns) desconhecido(s) ou adormecido(s), além do conhecimento de como usá-lo(s) em seu favor. Esta vivência igualmente proporcionará um vislumbre do Faery ou País das Fadas e dos mistérios e encantos dos seus habitantes – o daoine síth (o povo das fadas).
      Duração: 4 horas
      Horário: 13:30h as 17:30h
      Encontros: 1 encontro
      Inscrição: 53
      Investimento: 107
      Observação: Recomendações aos participantes: – abstenção da ingestão de bebidas alcoólicas e carnes de todos os tipos no dia anterior, no dia da vivência e no dia seguinte; – no dia da vivência, usar roupas que permitam se movimentar livremente (dançar) e estar descançada/o, pois despenderá muita energia; – após a vivência, guardar repouso e isolamento; – no dia seguinte à vivência, permanecer em local tranquilo, pois o recolhimento e o silêncio permitem que o processo de despertar e conscientização dos efeitos gerados pela experiência tenha início. Com o tempo, as transformações se instalam e estabilizam no sistema do participante, tornando-se perceptíveis. Imbas (visões, insights) são comuns principalmente nos primeiros dias, motivo pelo qual é interessante fazer anotações para posterior análise e meditação. “A tríade da sabedoria celta: o que se busca fora não pode ser encontrado, porque está dentro; o que se quer e o necessário geralmente são coisas distintas, portanto procure pela segunda e ela se tornará a primeira; combater os pontos fracos é inútil, mais inteligente é empregar o tempo e a energia para aperfeiçoar e ampliar as qualidades.” Promoção Papa Léguas : Efetuando a matricula 30 dias antes do curso isenção total da taxa de matricula. Aproveite.

Gratidão pelo seu comentário ... Estarei respondendo assim que possível... Beijos Encantados ... Tânia Gori

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