Poções & Encantos by Tânia Gori

A importância dos Mantras

Reflexão do Agora

O som é a matéria prima do Universo. Diz o Evangelho de São João que: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por Ele e nada do que tem sido feito, foi feito sem Ele. N’Ele estava a Vida, e a Vida era a Luz dos homens”.Os mundos e seres que compõem o Cosmos foram constituídos pelo som, pela palavra, que emanou como o primeiro hálito divino. Pelo som, o “caos primitivo” se ordenou, se sistematizou nos mundos que conhecemos. O som, no mundo físico, desperta um som correspondente nos reinos invisíveis, e incita a ação de uma força ou de outra, no lado oculto da natureza. 


O som é o mais eficaz e poderoso agente mágico e a primeira das chaves para abrir a porta de comunicação entre mortais e imortais. Cada letra tem seu significado oculto, a sua razão de ser; produz efeitos que serão a cauda de novos efeitos. Como regra geral, todos os rituais religiosos são cantados; não há seita, por menos espiritualizada que seja, que não tenha os seus hinos ou cânticos.Como música, o som é o veículo ideal, tanto para a libertação como para a escravidão dos homens. Mantém os seres humanos, e disso também se ressentem os animais, num estado emocional característico que os predispõe a tomar atitudes, às vezes as mais disparatadas. O som é a grande arma de homens e Deuses. Em si não é bom nem mau; o seu emprego fasto ou nefasto depende exclusivamente da vontade do homem.

Os sons que elevam o espírito são os mantras, os sons místicos ou sagrados. A origem dos mantras está num dos textos sagrados da Índia (os Vedas) mais amplo e mais antigo de todos, chamado Rig Veda, que é um livro de cantos métricos divididos em dez partes denominadas mandalas. Por essa razão, muitos traduzem a palavra mantra do sânscrito, como significado “hino” ou “discurso cantado”. Outros autores a consideram praticamente equivalente à nossa palavra “magia” ou “encantamento” uma vez que, sob o ponto de vista esotérico, os mantras são antes invocações mágicas, usadas para encantamentos, do que orações religiosas. Etimologicamente, em sânscrito, “man” significa mente e “tran” significa controle, ou seja, mantra também poderia ser definido como sendo a combinação de sons que nos dá o controle da mente. Mantras são peças idiomáticas consagradas pelo uso superior, com seu culto variando conforme as diversas fraternidades Iniciáticas, doutrinas espiritualistas e credos religiosos.

Podem se constituir de uma palavra, um verso, um aforismo ou uma fórmula espiritual; suas letras e sílabas são de articulação harmoniosa e quando pronunciadas num ritmo ou sonoridade peculiar, e sob forte concentração mental, elas despertam no organismo físico do homem um energismo incomum que lhe proporciona certo desprendimento ou euforia espiritual.Todas essas combinações de sílabas ou palavras, através de sua repetição rítmica e contínua mediante as quais se originam certas vibrações, produzem determinados efeitos ocultos. Um mantra não deve, apenas, ser tocado ou cantado; precisa ser acompanhado por um pensamento, de acordo com a combinação de sons; precisa ser vivido. As palavras mantrânicas possuem poder de ação no corpo etéreo e astral do homem, pois aceleram, harmonizam e ampliam as funções dos chacras do duplo-etérico. Elas auxiliam a melhor sintonização do pensamento sobre o sistema neurocerebral e as demais manifestações da vida física.Há nas palavras sublimes certa musicalidade terna e vigorosa, que acionada progressivamente, pode alcançar a intimidade atômica da matéria e alterar-lhe a coesão íntima, causando modificações inesperadas.

Não se constroem mantras, pois não despertariam efeitos espirituais superiores na alma humana. Em verdade, são as próprias palavras que se consagram em “mantras” pelo seu uso elevado, transformando-se em verdadeiras “chaves verbais”, de ação espiritual incomum, sobre os diversos veículos ocultos e físicos, de que se compõe o homem.Elas congregam as energias e as próprias idéias dos que entoam os mantras, associando-as com as forças psíquicas benfeitoras, que depois se convertem em rigorosos despertadores espirituais.A palavra escrita ou falada expressa a linguagem do homem, da tribo, do povo, da nação ou da raça. Em conseqüência, ela também define o temperamento, o idealismo, a religiosidade, a conduta moral, o senso artístico, a cultura e a ciência, e portanto, o grau de espiritualidade ou progresso espiritual. Por isso, as palavras mágicas ou mantras revelam também, na sua enunciação disciplinada e no seu ritmo ascendente, o caráter, a força, a sublimidade e a ternura espiritual de um povo. Todas as características de um povo, também criam-lhe um timbre ou cunho esotérico firmado no mundo oculto, pela sua energia mental.Por todas essas razões, acima descritas, é que os mantras de um povo para outro, se revelam matizes diferentes.

Uma simples palavra pode desencadear, no psiquismo humano, quadros mórbidos de toda espécie. Conforme assegura a medicina moderna, essa disposição mental produz as mais variadas alterações físicas, como modificações nas correntes sangüínea e linfática e nos sistemas endócrino e nervoso.Ante a palavra “guerra”, por exemplo, que podemos considerar um mantra negativo, o homem desata na mente uma série de imagens e lembranças mórbidas. Ainda há pouco tempo, a humanidade terrena comprovou o efeito terrificante dos mantras negativos ou malévolos, quando o nazismo divulgou pela Alemanha fórmulas, distintivos, insígnias e símbolos, que, tanto pela imagem como verbalmente, visavam despertar as emoções belicosas dos alemães.

A cruz suástica, sob a tonalidade excitante da cor vermelha, funcionou como um poderoso dinamizador; os uniformes negros dos S.S. evocavam, no subconsciente das criaturas, as próprias forças trevosas, que alimentam e compõem, a egrégora infernal do mundo diabólico. Tudo isso estimulou o temperamento guerreiro e destrutivo do povo alemão, despertando mágoas, ressentimentos e humilhações sofridas em tempos passados, e ansiosos de desforra contra as demais nações. Os povos vencidos pagaram durante o transbordamento mórbido dos nazistas; Hitler, mediunizado pelos “mentores das sombras”, usou e abusou da força da palavra no evento nazista, praticando o “feitiço verbal” mais chocante e pernicioso na história do mundo.

Quanto mais pronunciamos determinada palavra e pensamos nela, tanto mais energética, coesa e nítida é a sua representação idiomática e vibração psicofísica.Palavras como Amor, Paz, Perdão, Esperança, Bondade, embora sejam vocábulos comuns e de uso no mundo profano, já possuem sentido para servirem como verdadeiros mantras, desde que sejam pronunciadas dentro do ritmo sonoro e da disciplina que lhe é própria. São de vibração sublime e acumulam forças criadoras, pela expressão moral da idéia superior, que as mesmas traduzem.

A palavra “Buda” é um poderoso mantra de evocação esotérica e o nome “Krisna” significa o mesmo na Índia. O vocábulo “Cristo” representa a mais alta expressão mantrânica, para o homem ocidental despertar no seu espírito as virtudes do Amor, da Renúncia, Bondade e Pureza. Os iniciados que sabem dar curso à vibração sonora sideral do vocábulo “Cristo”, são tomados de esperança e júbilo e são imunes às vicissitudes e crueldades do mundo. Os cristãos, ao morrerem nos circos romanos, entoavam o cântico “Ave Cristo”; muitos deles desencarnavam completamente anestesiados, apenas sob o efeito sonoro vibratório dessa palavra sublime.

Como diz nosso mentor Ramatis: “E ainda, há homens que falam no ‘Cristo’, com a mesma displicência com que mencionam a marca do cigarro preferido”.

Os mantras operam de muitas maneiras, por exemplo: certas formas de palavras trazem consigo idéias definidas, e mudam completamente a corrente de nossos pensamentos e sentimentos, como é o caso do hino nacional de um país; os hinos e cantos de Natal; os gritos de guerra, que desempenharam papel tão proeminente nas batalhas medievais.

As religiões possuem mantras que operam pela fé, como a grande invocação maometana oriunda do alto dos mirantes: “Não há nenhum Deus, senão Deus”. A igreja católica possui os seus mantras, os quais quando recitados religiosamente e pela música sacra, reajustam energias espirituais, dispersam emoções desagradáveis e associam sentimentos sublimes nos fiéis, ensejando purificações emotivas e mentais. Um dos seus mantras mais famosos é o “Hoc est Corpus Meum” (“Este é o Meu Corpo”); o próprio Cristo fez um pacto, de que sempre que essas palavras são pronunciadas, em qualquer língua, por um de seus sacerdotes devidamente ordenados, Ele lhe responderá. Produz-se, então, uma certa transformação maravilhosa no pão, sobre o qual ele as profere, de sorte que, embora a aparência externa do pão permaneça a mesma, seus princípios ou contrapartes superiores são substituídos pela própria vida do Cristo, e assim se torna tão exatamente seu veículo, como foi o corpo que Ele usou na Palestina.

Há mantras que operam só pelo som. A vibração que o som põe em movimento repercute nos vários corpos do homem, e tende a pô-los em harmonia com ela. O som é uma ondulação no ar, e cada som musical tem um número de modulações que ele também põe em movimento. Quatro, cinco ou mais modulações são detectadas e reconhecidas na música, mas as oscilações se estendem muito além, do que o ouvido pode acompanhar. Numa matéria muito superior e mais sutil, se erguem ondas correspondentes, e por isso, o canto de uma ou mais notas, produz efeitos sobre os veículos superiores. Há sons que são demasiado sutis para afetar o ar; não obstante, põe a matéria etérica em movimento, e essa matéria etérica comunica as suas oscilações à pessoa que recita o mantra e para quem ou o que, ela o dirige. Tais mantras, usualmente, consistem de diversos sons ordenados, de caráter muito ressonante e sonoro. Às vezes, emprega-se uma simples sílaba, como a Palavra Sagrada.

Há mantras universais, cujos sons e vibrações identificam a mesma idéia-mater em toda a face do planeta. É o caso do vocábulo “Aum”, que se pronuncia mais propriamente “OM”, pois é o mantra mais poderoso, em qualquer lugar. No seu ritmo iniciático, é a representação universal da própria idéia de Deus, a Unidade, o Absoluto. Essa palavra sagrada hindu corresponde à egípcia “Amén”. Há diversas maneiras de proferi-la, que produzem resultados diferentes, de acordo com as notas em que as sílabas são cantadas e o modo como são pronunciadas. O efeito desta palavra, quando pronunciada adequadamente no começo da meditação ou de uma reunião, assemelha-se sempre a uma chamada de atenção. Ela dispõe as partículas dos corpos sutis, de maneira muito semelhante à atuação de uma corrente elétrica sobre os átomos de uma barra de ferro.

Antes da passagem de tal corrente, os átomos do metal estão apontando em várias direções, mas quando a barra é magnetizada pela eletricidade, eles se viram e se inclinam numa direção única. Do mesmo modo, ao som da palavra sagrada, cada partícula em nós responde, e então nos achamos na melhor condição para sermos beneficiados pela meditação ou estudo que se segue. Ao mesmo tempo, ela age como uma chamada a outros seres humanos e não-humanos, que logo se reúnem em volta, alguns com compreensão do significado e poder da palavra, e outros trazidos pelo som estranhamente atrativo.

Todos os mantras que dependem do poder do som, são valiosos apenas na língua em que foram dispostos; se traduzirmos um deles em outra língua, teremos outro mantra, por ter um grupo diferente de sons.

Os mantras negativos, utilizados para fins maldosos, são de caráter violento e dilacerador e são pronunciados com furiosa energia e rancor; estão relacionados com cerimônias de magia negra como, por exemplo, de vudu.Nossa conexão com mantras deve ser somente com os de natureza benéfica e agradável, e jamais com os maléficos. Mas, os bons e os maus usam, igualmente, o mesmo método de trabalho; todos eles visam produzir vibrações nos corpos sutis, tanto do recitador como daqueles a quem se dirige o mantra.Tudo o que fazemos por meio de um mantra poderíamos fazer por nossa própria vontade, sem ele. Mas o mantra estabelece as vibrações requeridas, fazendo parte do trabalho por nós e em conseqüência facilitando-o.

Outro ponto referente aos mantras é que não se deve recitá-los em proveito próprio ou na presença de pessoas grosseiras ou mal-intencionadas; porque o poder de um mantra intensificará tanto o bem como o mal. Uma pessoa, que estivesse presente, e que não pudesse responder às vibrações em sua forma superior, poderia ser prejudicada por ele que provavelmente, fortaleceria o mal existente nela. Conforme nos diz Ramatis, “o que dá força à palavra transformada em mantra, além de sua significação superior ou consagração sublime, é a vontade, a ternura, a vibração pessoal e o amor de quem recita, em fusão com a vibração individual do próprio Espírito Cósmico. O recitativo mantrânico, disciplinado pelas leis de magia do mundo oculto, transborda de poder e força no campo mental, astral e etérico do homem”.É poderoso detonador psíquico, que liberta as energias do espírito imortal e o conduz ao arrebatamento, à suspensão dos sentidos comuns, pela fugaz contemplação do “Mundo Divino”.

É emocionante, comovedor mesmo, se ouvir os companheiros médiuns contarem de suas vivências extra-sensoriais, dos seus desdobramentos, de suas vidências no local ou alhures, no presente, passado ou futuro, tudo impulsionado nesses momentos sublimes, pela força uníssona das vozes, catalizadora de energias, desencadeadas pelas vibrações do cântico. Energias essas que são aproveitadas pelos “Irmãos Maiores” e encaminhadas para várias áreas nos planos espirituais, libertando espíritos ainda jungidos aos despojos carnais em cemitérios ou enterrados às escondidas; outros irmãos presos no fundo do mar ou ligados aos seus barcos ou navios, às vezes “fantasmas” como eles; e a maioria, em zonas purgatórias no astral inferior.Essa energia, também já foi utilizada por irmãos extraterrestres em dificuldades em sua rota, bem como já auxiliou a intraterrestres, quando num imprevisto, precisaram de nós e o Pai nos permitiu auxiliá-los. Detalharemos esse assunto, se nos for possível, noutro livro”.

Agora, passamos na íntegra algumas mensagens que têm ligação com o mantra, ou melhor, que foram estimuladas por ele. Vidência e mensagem de extraterrestres abordando a utilização das energias do mantra:

Boa noite, queridos irmãos!Graças a Deus, estamos novamente reunidos. Luzes e Paz nos rodeiam. Todos estão sendo preparados e testados para o “grande momento”. Todos sabem da grande responsabilidade. E, é por isso, que resolvi falar a vocês. A cada qual, caberá um papel importante, dentro do que está sendo selado. A compreensão que vocês têm da situação, é a chave com a qual vão trabalhar no momento apropriado. Continuem trabalhando, estudando e se preparando em todos os sentidos, desde o campo mental equilibrado até a alimentação condizente com a harmonia cósmica.Mantenham sempre o pensamento ligado a nós, no sentido de se precaverem de problemas e desvios da tarefa, provocados por irmãos que não amam a Paz.Hoje, estamos usando a luz do mantra, para iluminar regiões abissais sob as águas e libertar seres aprisionados a embarcações desaparecidas.Outro facho de luz, foi dirigido para a Ilha de Páscoa, de onde saiu em direção a todo o Cosmos, em forma de harmoniosa saudação ao Criador.Não nos agradeçam por nada, pois somos todos irmãos; não existe barreira onde floresça o Amor, Lei Divina, válida em todo o Universo.Paz a todos.

Ashtron, um extraterrestre

Obs.: No momento em que foi iniciada a oração para abertura da vigília realizada em Ponta da Fruta (ES), em 01/12/92, vi chegar uma nave espacial pequena, de onde saíram Ashtron e uma companheira. Depois de uma pequena saudação, dirigiram-se ao mar. Lá, sobre as águas escuras (era noite chuvosa), estavam três naves paradas e operando com um aparelho em forma de semi-círculo com tubos em volta de sua superfície; difícil descrevê-lo.Mais tarde, durante o cântico do mantra, a luz emitida foi conduzida para aquele aparelho que a absorvia e depois a devolvia pelos tubos, seguindo várias direções por sobre as ondas, penetrando em seguida nas profundezas do mar. Logo depois recebi a mensagem de Ashtron descrita acima.

Visita a uma nave

Estávamos todos numa nave espacial, estacionada sobre a sede do Grupo Espírita Servos de Jesus. Ela era transparente, parecia feita de cristal. No seu interior, havia uma mesa redonda transparente com uma espécie de orifício no centro; era linda e parecia feita de cristal. Sentamos em volta dela e observei que na sua parte central, havia um símbolo desenhado do qual não pude saber o significado. Nesse desenho, a figura que mais chamou a minha atenção, foi a de dois triângulos superpostos, de forma invertida, e feitos em cores bem vivas. À proporção que recitávamos o mantra, tudo ia ficando mais bonito, transparente e iluminado, as pessoas ao redor da mesa e o próprio interior da nave.Os sons tinham cores e formas, lindas e variadas, parecendo um arco-íris. Essa energia ia se expandindo, para todos os lados, iluminando tudo por onde passava.

Descrição de uma viagem astral – Limpeza do Astral Inferior

Boa noite queridos irmãos.Que a Paz e o Amor de Deus estejam em toda parte. A reunião desta noite, assim como as outras, tem tido um objetivo muito especial. O cântico do mantra, principalmente, tem sido o momento máximo de vibração para os nossos projetos de iluminar o interior do Planeta Terra. A nova arquitetura desta “Nave” que flutua no espaço, tem que estar limpa em seu interior que se encontra muito mais saturado que a crosta, embora a maioria das pessoas acreditem que seja o contrário. Por centenas de anos, tudo que havia de ruim era levado para o subsolo, a fim de proteger a vida na superfície. Porém, agora que o Planeta está sendo higienizado, urge que se limpe o interior, que terá de luzir como luz no cristal. Há semanas estamos canalizando luzes e vibrações de amor e paz para um grande abismo, com população imensa de “formas pensamento” prodigiosas, vindas de todas as partes da Terra, em todos os tempos, ali presas para se proteger os humanos; elas agora precisam ser dispersadas e só o Amor tem poder para tal. Os labirintos escuros se iluminam, e os “seres criados” desaparecem fugindo da luz; é um trabalho demorado, mas que precisa ser feito e são vocês que nos dão a matéria necessária para esta tarefa. Em se tratando da cidade no Astral que temos trabalhado, digo que é agora um jardim sempre iluminado. Seus governantes continuam lá para receber as emanações de amor, constantemente renovadas, que lá transitam oriundas de várias partes da Terra, mas principalmente da “nossa casa”. Mas o trabalho não termina aqui; existem muitos abismos e cidadelas no astral precisando de luz.É uma obra incansável e demorada mas da qual não podemos fugir, porque é vontade do Amado Jesus que este trabalho se intensifique nestes dez próximos anos. Continuemos unidos e incansáveis porque temos a proteção de Deus e dos nossos Mestres. Boa Noite.

Shama Hare

Já sabemos a importância das vibrações ou sons na formação do universo. Certos sons produzem diferentes conjuntos de vibrações no éter. Alguns destes, de freqüências baixas produzem reações e formam partículas de matéria, dando origem a formação de elementos. Como o microcosmo é a representação do macrocosmo, desvendando-se os segredos do micro pode-se conhecer os do macro.Se nós fecharmos nossos olhos e tentarmos concentrar-nos ao nosso redor, o que sentimos? Todo tipo de poluição sonora. Dirigimo-nos a um local ermo, tranqüilo. Suponhamos no mato, lá também nós ouvimos o canto dos passarinhos, das cascatas, a dança das folhas das árvores ao ritmo do vento, etc. Parece quase impossível escapar do som externo.

Mas, fechando-nos num quarto a prova de som, e continuando a nossa experiência, depois de certa concentração, poderemos ouvir gradualmente a nossa respiração, o som do sangue fluindo nas veias, nas artérias, e o som do sistema nervoso.

Milhares de anos atrás os sábios e os yogis meditavam nas cavernas onde reinava o silencio absoluto. Retraíram suas mentes dos sons do corpo físico, focalizando-as nos centros de energia sutil, que chamamos de sete chakras. Estes sábios ouviram 50 diferentes vibrações dos 7 chakras e traduziram-nas através das cordas vocais, em 50 letras, dando origem ao alfabeto da língua Sânscrito.

O som de cada letra tem certa energia que ajuda controlar a performance (rendimento e atividade) dos determinados centros energéticos chamados de Chakras.

Cada uma destas 50 letras do alfabeto representa um
Rudra – o aspecto masculino da transmutação ou transformação.
Shaktirúp – o aspecto feminino da transmutação ou transformação.
Vishnu – o aspecto masculino da proteção e preservação.
Shakti – o aspecto feminino da proteção e preservação.
Rishi – o nome do sábio que está associado a letra e suas qualidades.
Chanda – o contexto musical que o alfabeto representa.
Bija – semente (como a semente de manga contém uma árvore de manga, assim, as letras contêm em si a entidade que representam, como a letra “ga” é semente do Ganesh ou Ganpati)
Para manter o nosso corpo físico nós dependemos basicamente dos cinco elementos, mas para os outros revestimentos, que nos colocam em posição diferenciada aos outros reinos (animais e vegetais), nós precisamos de energias mais sutis que provem do cosmo. Estas energias estão sempre a nossa disposição mas o seu proveito depende da capacidade de nossa antena, sintonização e processamento. Os centros de controle e processamento que estão no nosso corpo sutil são chamados de Chakras.Cada aspecto ou manifestação do brahman seja grosseira ou sutil, física ou abstrata tem a sua própria vibração. Os rishis personificaram estas vibrações em deuses e deusas. Por ex.: Brahma, Vishnu, Shiva, Fogo, Terra, Ar, Água, Ganapati, Kártikeya, Laxmí, Kalí, Durgá etc., e combinaram as letras produzindo palavras que têm poder de invocar estas entidades, e estão em total harmonia com a energia que a entidade correspondente representa.

Este conjunto de palavras chama-se MANTRA.

A emissão do som pelo homem tem quatro estágios – para, pashyanti, madhyama e vaikhari. Nos primeiros três estágios o som não é audível e o processo começa no primeiro chakra – básico. No terceiro estágio o som chega ao quarto chakra – coração, aonde o som está quase formado e no último estágio, o som é ouvido através do Quinto chakra – Laríngeo. Na Índia o Jaimuni foi primeiro a anunciar que o som é eterno e é a matriz da toda criação. O som no estado latente já existiu antes da vibração. Assim, não existe vácuo no universo tudo esta preenchido por este som estático. As propriedades do som mudam conforme a freqüência, amplitude, entonação, volume, harmonia, pronuncia, ritmo etc. A energia do som deve ser organizada e canalizada para produzir certos resultados e isto é feito através dos mantras.

Os mantras são baseados na combinação certa de letras e quando cantados de maneira especifica produzem certos efeitos no nosso organismo, não só no plano físico, mas também no plano mental e espiritual. As letras do mantra são representações das seqüências definidas do som que, para produzir o efeito desejado, devem ser pronunciadas corretamente e seguindo as regras da música – o sur (escala) e ritmo.

Ao pronunciar os mantras, certas vibrações sonoras são geradas e com a prática contínua criam o poder de trazer as energias da respectiva divindade dentro da pessoa. Quando a divindade é realizada ou é atingido o domínio sobre o mantra, o praticante recebe o poder que supostamente reside na divindade.

Para cada mantra existe um rishi (criador) e um Deus (entidade).

A palavra mantra significa: fórmula sagrada. Literalmente Man em sânscrito quer dizer mente (o revestimento da mente), em sentido amplo e Tra significa disciplinar, então, mantra seria disciplinar a mente.

Os mantras não são fórmulas mágicas nem meras sentenças com ou sem lógica. Eles ligam de maneira muito especial, os aspectos subjetivo e objetivo da realidade. Segue um exemplo para ilustrar esta função:

O rei insiste com o ministro chefe, que é avançado espiritualmente e recita mantras, para ensinar a ele o seu mantra. O ministro hesita e nega, mas o rei insiste. O ministro ordena ao guarda-costas a prender o rei. Depois de várias tentativas, sem resultado, o rei se aborrece e ordena prender o ministro. No momento seguinte, o ministro preso dá risada e explica ao rei que nos dois casos, a ordem era a mesma e quem recebeu também mas, somente em um caso, foi cumprida. Em relação ao mantra, o resultado depende do preparo espiritual de quem o recita.

As palavras e sílabas não têm só o som, mas também têm significados que não são tão aparentes para os que ouvem só o som. As palavras dos mantras recitadas corretamente tornam-se entidades vivas e transcendem o plano mental quando é compreendida a mensagem e a vibração delas.

As mesmas palavras ou sílabas podem ter significados diferentes, dependendo do contexto do mantra ou entidade.

Cada entidade tem vários aspectos, por ex.: Shiva e Vishnu tem 1000 nomes diferentes representando cada aspecto. Shiva tem conotação básica de destruição e transmutação. A destruição se torna necessária nos vários casos, desde o plano físico até no mais elevado plano espiritual, desde afastar a morte ou doenças, até a destruição de certas emoções, que são obstáculos na evolução espiritual, nestes casos ele passa a ser Rudra ou Shankar. O Vishnu tem conotação de bem estar e felicidade, mas ele manifestou-se como Rama e Krishna, para aniquilar o Ravana e Kouravas que eram representantes do mal.

Assim, mesmo as outras entidades como Durga, Ganesh, Mahakali, Shakti também têm 1000 aspectos e tantos mantras. Principalmente 40 aspectos de cada entidade são mais adorados. O mantra é selecionado baseado no objetivo e sincronicidade entre entidade, mantra e a pessoa. Para qualquer objetivo que a mente humana possa imaginar, existe um mantra próprio.

A idéia básica para trabalhar com mantras é que certos sons, quando articulados produzem efeitos no Akasha, que por sua vez colocam a fonte em comunicação com planos superiores. Quanto maior a articulação, melhor será a qualidade da comunicação. A natureza deste efeito pode ser não explicada pelo atual conhecimento da física mas existe uma relação entre o som e seu efeito no Akasha. Estes sons são conhecidos como as letras do alfabeto sânscrito e os mantras são compostos por estas letras. Como representam diferentes aspectos da energia cósmica, não são destituídos de poder, por isso antes de invocar uma força particular deve-se compreender muito bem a natureza desta força.

Os Sábios dizem que:existe sofrimento;
existem causas de sofrimento e
existem caminhos e métodos de evitar os sofrimentos.

Todos os nossos atos são impulsionados nas profundezas das nossas mentes. Quando nossa mente não vibra em sintonia com o macrocosmo, do qual nós somos a micro partícula, vibramos de maneira egocêntrica e individual. E o resultado é sofrimento e dor.

Para simplificar, dividimos a mente em duas partes : consciente e inconsciente. A mente inconsciente é responsável pela maioría dos nossos atos. Nós não agimos, nós geralmente reagimos. Os dispositivos e meios para se viver razoavelmente com conforto têm limites bastante modestos, como uma casa, uma conta bancária, um emprego, um carro, etc., mas a necessidade de extrapolar estes meios está relacionada em proporção direta ao grau com que respondemos aos impulsos da sociedade. Reagimos aos impulsos do meio ambiente, sociedade, etc., onde vivemos. Quando não alcançamos as expectativas sofremos por causa do apego que temos para com os resultados dos nossos atos. Estas frustrações geram desvios psíquicos dando origem a todos os tipos de sofrimentos.

O único caminho para evitar a dor é ampliar a consciência. Seja através da psicanálise, astrologia, meditação ou qualquer outro método.

A prática do mantras é o meio de ampliar a consciência a fim de restabelecer o sincronismo entre o microcosmo e o macrocosmo. Como uma perdida gota d’água que se encontra com o oceano e adquire o potencial e o poder do oceano, o ser humano se funde ao onipotente e torna-se também onipotente.

Este processo, dependendo da evolução espiritual de cada um, pode durar anos ou vidas. Mas cada passo dado na direção certa proporciona ampliação da consciência e obviamente poderes sobrenaturais.

Mantra é a representação energética ou sonora da entidade. O Mantra, Yantra e Tantra são complementos um do outro e todos juntos formam um meio de estabelecer a sincronização com uma entidade divina. O yantra é a imagem pictorial da entidade e o tantra é a conduta e disciplina que se deve seguir.

Mantra é uma forma muito sutil de representação da divindade, é uma percepção, um conhecimento que não pode ser expresso em palavras, mas o yantra tem som, tato e forma. Um yantra consagrado tem vibrações, se não está dentro do alcance dos nossos ouvidos, é indiferente. Um yantra sempre emite energia como uma imagem de uma deidade. Uma oração simbólica ou sem emissão de som também tem efeito.

Estes são praticados para receber o auxílio divino de qualquer natureza, seja de ordem física, espiritual, material ou psíquica.

SHRI YANTRA

“Tan” em sânscrito significa corpo que é derivado dos cinco elementos, e “tra” significa dominar, então o tantra seria dominar o corpo e extensivamente domínio sobre os cinco elementos.

Uma explanação mais detalhada sobre yantra e tantra está fora do alcance do propósito desta obra.

1. Quanto á quantidade de letras

– mantras com uma letra chamam-se Pind]a. Ex:  TA,  VA,  MA
– com duas letras Kartari. Ex:   YAM,  RAM,  LAM

– com três a nove letras Bíj mantra. Ex: STRIM,  HROM,  KLIM

– dez a vinte letras Mantra. Ex: OM NAMO HARI MARKAT MARKATAYA SWAHA

– mais de vinte letras Mala mantra. Ex: Trayambak Mantra

Om trayambakam yajamahe sugandhim pushtivardhanam
urvarukmiva bandhanan mrityormuxiya mamritat
 

Venero o Lord Shiva aquele que tem três olhos e é o senhor de todos os sentidos e sustenta o todo. Ele me concede a imortalidade, liberando-me da morte como o maduro pepino é destacado do seu talo.

2. Quanto ao gênero

Os mantras que terminam com:
 

   · VASHAT ou FAT são masculinos
   · VOUSHAT OU SWÁHÁ são femininos
   · NAMAH são neutros 

Em geral os mantras masculinos são usados para ampliar a consciência, estabelecer a paz e harmonia, atrair as pessoas: os femininos para adoração, resolução de problemas familiares e mundanos e os neutros para proteção, vingança, etc. Mas esta é uma regra geral que muda conforme a entidade e o propósito em questão.A escolha de um tipo de mantra também depende da finalidade, idade e outras correspondências.

3. Quanto aos Pranavas

– Om é recomendado para adorações de Vishnu, HRIM para Shiva e para deuses como o Sol, Indra, etc.; KLIM para Shakti e SHRIM para Laxmi e Ganesh.

– Salvo casos especiais, não deve ser colocado dois NAMAH ou SWÁHÁ num Mantra. Mas pode ser colocado mais do que um Pranava.

4. Quanto ao uso do nome

Para certas finalidades como para atrair pessoas, vingança, deixar a pessoa agitada ou calma, para eliminar o efeito dos planetas adversos, etc., é usado o nome da pessoa. Existem seis diferentes posições de se colocar o nome no mantra, conforme a finalidade de uso.

5. Quanto ao temperamento

Conforme a ocorrência de maioridade das sílabas os mantras são divididos em três categorias:

    · Quente : a, á, i, í, e, é, ka, cha, ta, pa, ya, sha, kha, tha, fa ra etc.
    · Frio     : u, ú, ga, ja, da, ba, la, ri, ó, dha, gha, bha, va, ma etc.
    · Morno : lri, xa, ang, yan, na, ana, ma, sh, sa, ha etc.Deve-se praticar o mantra quente quando está funcionando o surya nadi (respiração através da narina direta); no chandra nadi (narina esquerda) o mantra frio e na Sushumna nadi (as duas narinas) o mantra morno. Pode-se mudar a categoria de um mantra adicionando os prefixos NAMAH ou FAT.

Existem diversos mantras de cada entidade como Ganesh, Shiva, Laxmi, etc. Um mantra pode ser coletivo ou pessoal, a diferença existe em PRANPRATISHTHA ou consagração, como um templo é coletivo e o altar da sua casa é pessoal. Como um guarda pessoal oferece melhor proteção do que um guarda para a vila inteira assim, um mantra pessoal oferece melhores resultados. O mantra pessoal serve exclusivamente à pessoa para quem foi indicado e para o propósito específico dele.As imagens dos deuses que nós vemos nos templos geralmente são feitas de pedra, somente depois da consagração é que essas pedras moldadas, passam a ter os poderes da entidade.

Assim também, um Mantra não passa de um simples conjunto de palavras ou um Yantra de uma placa de cobre. Eles começam a ter poderes somente após a consagração.

Um mantra coletivo ou genérico como GÁYATRI, MAHÁ MRATYUNJAYA, OM NAMAH SHIVÁYA já são consagrados e estão prontos para praticar. Mas os mantras pessoais necessitam de consagração que pode ser feita pela própria pessoa ou por um especialista no assunto. Por experiência, estes mantras pessoais dão resultados rápidos.

A escolha de um mantra próprio e pessoal envolve vários fatores como disposição psíquica e astrológica da pessoa, que é feita através de sinastria entre o mantra e a pessoa. Somente um mantra corretamente escolhido pode proporcionar o efeito desejado.

Os principais tópicos para sinastria são os seguintes:

a.      Kulakul Chakra: verificação da origem da entidade e a pessoa.
b.     Rashi Chakra: correspondência entre o signo do mantra e a pessoa.
c.      Naxatra Chakra: a posição da lua (na constelação) na hora do nascimento.
d.     Akadam Chakra e Akthah Chakra: determinam até que grau pode ser esperado ou alcançado o sucesso com a prática.
e.      Rini Dhani Chakra: determina o tempo para sucesso.

Obs.: todos os cálculos devem ser feito conforme a astrologia indiana. As posições planetárias e as casas têm uma diferença de aproximadamente 22 graus

Para os seguintes tipos de mantras não é necessário fazer a sinastria:

a.      Mantras com cinco e oito letras.
b.     Mantras recebidos no sonho.
c.      Mantras recebidos através de praticante do sexo feminino.
d.     Mala mantra.

MANTRA SIDDHI

A tentativa de incorporar as qualidades, poderes e a benção do mantra na vida, nos atos, nos pensamentos e na consciência é o mantra siddhí, que vagamente pode ser traduzido como poder ou domínio do mantra.

MANTRA JAPA
É a técnica de empenhar e concentrar a mente totalmente na repetição do mantra. Depois de certo treinamento a mente se fixa num único objetivo.

Os mantras podem ser cantados em qualquer situação mas para receber a energia deles na sua forma e projeção mais pura possível, deve-se obedecer certa disciplina em relação ao local, maneira, comportamento, alimentação etc.

Depois da escolha vem o SANKALP, a decisão de praticar o mantra. Também deve-se decidir quantas vezes e com qual freqüência o mantra vai ser recitado. A hora de começo da prática deve obedecer certas regras astrológicas para evitar as posições planetárias desfavoráveis, particularmente sol e lua em certas constelações e principalmente deve ser considerado o seguinte:

1.     Mas – Mês
2.     Paksha – Fase da lua
3.     Tithi – Posição da lua em relação ao sol
4.     Var – Dia da semana
5.     Constelação – Posição da lua nas constelações
6.     Lagna – Ascendente

A PRONÚNCIA

É muito importante a pronúncia correta. Se chamar o Carlos de Cláudio ele nunca lhe atenderá; pior ainda se fizer uma ligação a cobrar, chamando o Raimundo de Ramiro, terá uma resposta seca – “não tem ninguém com esse nome aqui”. Nos mantras, o poder consiste em vibração sonora por isso a pronúncia é de extrema importância. Muitos mantras dão resultados negativos quando não são pronunciados corretamente, porque num mantra, o mais importante é a vibração sonora. 

O SIGNIFICADO DO MANTRA

Todas as palavras que nós pronunciamos têm uma forma ou sentido, quando dissemos árvore sabemos a forma e o significado. Não conhecendo a forma ou significado de um mantra não adiantaria a repetição.

O LOCAL

Deve ser um local calmo, sem barulho, dentro de um templo, na beira de um rio ou mar, em cima da montanha ou uma caverna. Estes são os locais mais indicados mas em casa, um quarto decorado adequadamente com um pequeno altar com as imagens dos deuses, serve ao propósito. É recomendável o uso de incenso para purificar o ambiente.



ASSENTO

Deve-se evitar o contato direto com a terra sentando-se em cima da pedra, de um tapete de madeira ou de bambu. Os mais indicados são os de pele de animal, especialmente veado e tigre, lã natural, seda amarela ou branca. O tapete de algodão é especialmente indicado para mantras de atração. 

ASAN (POSTURA)

No mantra yoga são usadas 32 asanas, os mais indicados são:
1.     Sukhasan.
2.     Samasan.
3.     Siddhasan.
4.     Padmasan.
5.     Swsticasan.
A espinha dorsal deve ficar reta para deixar fluir a energia do prana livremente. 

ALIMENTAÇÃO

Os hindus geralmente não consomem nenhum produto que envolve a matança dos animais seja por razões sócio – econômicas, religiosas ou emocionais. Na pratica do mantra, qualquer violência direta ou indireta é proibida. Deve-se comer o mínimo possível e deve-se evitar a prática logo após das refeições. 

VINIYOG (APROPRIAÇÃO)

Deve ser feito através de VINIYOG MANTRA a apropriação do mantra para a pessoa que vai praticar. Geralmente todos mantras tem um viniyog mantra.

DHYAN MANTRA

A prática consiste em recitar o DHYAN MANTRA, a concentração. Depois, o próprio mantra deve ser finalizado por uma oração ou ártí, A repetição do mantra gera imensa energia psíquica que exige profunda concentração, dando a habilidade para dirigir esta energia na direção correta, geralmente, o alvo consiste em acordar a kundalini.

Depois o próprio mantra deve ser finalizado por uma oração ou árti.

ÁSANA – POSTURA

Chamado também de Guptásan ou Samasan. Sentar com as pernas cruzadas, colocando a planta do pé esquerdo na região púbica, encostando o calcanhar no chão. Coloque o pé direito sobre a perna esquerda de maneira que os calcanhares fiquem alinhados. Os braços devem ficar estendidos, o corpo ereto e a cabeça erguida. A ponta do dedo indicador encosta-se no dedão e os demais ficam estendidos.
O calcanhar do pé direito deve estar na região púbica e o esquerdo na região ilíaca. Os joelhos devem encostar o chão e a coluna e a cabeça, eretas. Os braços devem ficar estendidos, a ponta do dedo indicador encosta-se no dedão e os demais ficam estendidos.
O pé direito fica sobre a coxa esquerda e o pé esquerdo fica sobre a coxa direita. Os calcanhares situam-se de forma que fiquem encostados na barriga um de cada lado do umbigo. Corpo ereto e cabeça erguida. Os braços e mãos podem ficar como nas posturas anteriores ou como indica a figura. Esta postura também pode ser chamada de Kamlásan(postura Lotus) devido a posição das pernas que se assemelha com uma flor de Lotus.
Siddha Laxmi Mantra Consagrado e apropriado para Narayana Swami 

Mantra

OM SHRIM HRIM KLIM SHRI SIDDHA LAKSAMAYAI NAMAH

Significado

OM – Ver texto
SHRIM, HRIM, KLIM – Ver texto
SHRI SIDDHA LAKSAMAYAI NAMAH – Oração à deusa Laxmi.
Bij Mantra (Mantra semente) – Shrim.
Entidade – Deusa Laxmí.
Rishi – Hiranyagarbha.
Chanda ( escala métrica) – Anushtúp Chanda.
DISCIPLINA
Assento – de cor amarela – tapete ou pano grosso de lã natural, seda ou algodão.
Asana(postura) – Sukhasan.
Incenso recomendado – suave preferivelmente de rosa.
Roupa – Mínimo possível, preferivelmente um pano de cor rosa, amarela ou branca. Lavar estas roupas com as própria mãos.
Inicio – Quinta feira – data, ou data
Horário – entre 4:00 hs e 9:00 hs. Ou entre 18:00 hs e 22: 00 hs.
Direção – de manhã leste, à noite oeste.
Alimentação – Nas segundas somente vegetariana.
OBSERVAÇÃO
1. Mantra siddhi ( o domínio sobre o mantra) se completa após recitar o mantra 108 x 926 vezes. Uma vez, recitando o mantra conforme o ritual da prática acima, pode-se recitar somente o mantra durante o dia para totalizar esta quantidade. Depois providenciar o ritual do Mantra Siddhi junto com o Guru.Depois disto, qualquer hora, só recitando o mantra terá ajuda da entidade.

2. Não revelar o mantra para ninguém. Este segredo deve ser mantido entre a entidade, o Guru e você.

3. Durante os primeiros dias vão surgir obstáculos para continuar a prática, não deve se intimidar.

4. Muitas vezes, as dúvidas em relação aos objetivos são esclarecidas durante os sonhos. Anotar os sonhos e analisar posteriormente.

PRÁTICA
Acender uma vela.
Acender o incenso.
Colocar Prasad – uma fruta ou doce ou iogurte com açúcar.
Colocar o Yantra na posição indicada.
Colocar a Fita
Viniyoga Mantra (Apropriação) 

Om asya Shrí Siddha Laxmi mantrasya Hiranyagarbharshi. Anushtúp chandah.Shri mahakali mahalaxmi sarasvatyo devatah. Shri Bijam.

Param shaktih klim kilkam.

Mama sarvakleshapida pariharartha sarva dykhah

daridranashnartha sarvakaryam siddhayartham tcha.

Shri laxmimantrajape viniyogah.

Dhyan Mantra (Concentração e Invocação da Deusa Laxmi)

Brahmim tcha Bhadram Shadbhujam tcha Tchaturmukhim.Trinetram Khadgam Shúlabhishadmtchkragadadharam.

Pitambardharam devo nanalankara vibhushitam.

tejah punjadhara shreshtam dhyayedbalkumarikam.

 

Recitar junto o Mantra

OM SHRIM HRIM KLIM SHRI SIDDHA LAXMYEI NAMAH

Concentrar um minuto com Yantra sobre o objetivo ou pedido.
Energizar o corpo (passando as palmas em cima da vela e depois sobre o rosto e corpo).
Tomar o Prasad energizado
BIJ MANTRA (MANTRA SEMENTE) E PRANAVA

Bíj mantras ou mantras sementes representam as entidades na forma genérica e total dela. O bíj mantra SHRIM representa a Deusa Laxmi, em todos os aspectos dela ou todos os tipos de riqueza material, por exemplo: propriedades móveis e imóveis, ouro, pedras preciosas, conta bancária, etc. Para resolver os problemas relacionados com diferentes aspectos existem diferentes mantras da mesma entidade mas geralmente todos contêm o bíj mantra. Quando o bíj mantra faz parte do mantra chama se PRANAVA – que é derivado do verbo pra- nu-, significa emitir o som. Quando um pranava é incorporado num mantra ele aumenta o poder qualitativo do mantra, por isso, eles têm muita importância nos mantras.
A seguir temos alguns bíj mantras e os significado deles.

SH Mahalaxmi
RA Riquezas
Í Satisfação
M Felicidade
SHRIM
HROM
HR Shiva
O Abençoar
M Felicidade divina
A deusa das riquezas Mahalaxmi me proporcione satisfação e felicidade.
DÚM
D Durgá
Ú Proteger
M Dar
KLÍM
KA Kám(desejos sensuais)
LA Indra
Í Satisfação
M Dar
GLOM
GA Ganesh
LA Amplitude
O Brilho
M Felicidade divina
STRÍM
SA Durgá (aspecto feminino)
TA Livrar
RA Nirvana
Í Máyá
M Felicidade divina
Os bíj mantras e as respectivas entidades:
KRÍM Mahakali
HRÍM Shakti
GAM Ganapati
HUM Shiv (bem estar)
SHAM Shankar (destruidor do mal)
FROM Hanuman
DAM Vishnu
YAM Fogo
LAM Terra
RAM Água
O bíj mantra OM merece uma atenção especial dos yogis e praticantes do mantras
Um mantra (tib. ngag / sngags, jap. shingon), proteção mental, é uma série de sílabas místicas que invocam a energia de um buddha ou bodhisattva. A repetição (sânsc. japa) de mantras no Vajrayana é tão importante que o buddhismo esotérico também é chamado Mantrayana, o Veículo do Mantra. Existem também os dharanis, mantras mais longos, e as sílabas semente (sânsc. bija) que sintetizam a essência da mente iluminada.Os antigos mahasanghikas tinham em seu cânone uma coleção especial de fórmulas mântricas chamada Dharani Pitaka ou Vidyadhara Pitaka. Os dharanis eram meios de fixar a mente sobre uma idéia ou pensamento, uma visão ou experiência obtida na meditação. Estes podem representar a quintessência de um ensinamento, assim como a experiência de determinados estados de consciência, que desta forma podem ser relembrados ou recriados deliberadamente a qualquer momento. Por isso também são chamados de suportes, receptáculos ou berços da sabedoria (sânsc. vidyadhara).

Não são funcionalmente diferentes dos mantras, mas em certo grau nas suas formas, já que podem atingir uma extensão considerável e algumas vezes representam a combinação de vários mantras ou sílabas sementes (sânsc. bija-mantra), ou a quintessência de um texto sagrado. Eles eram tanto um produto quanto meio de meditação: “Através da meditação profunda (sânsc. samadhi), adquire-se uma verdade; através do dharani, ela é fixada e retida na memória”. […] Nos textos páli mais antigos [da tradição Theravada], encontramos mantras de proteção ou parittas para afastar perigos, doenças, cobras, espíritos, influências nefastas e outras, assim como criar condições benéficas como saúde, felicidade, paz, um renascimento feliz, riqueza e assim por diante.

(Lama Anagarika Govinda, Foundations of Tibetan Mysticism)

O fundamento filosófico da escola hindu Mimamsa influenciou o uso de mantras no buddhismo Mahayana e Vajrayana.

Em alguns sistemas hindus, diz-se que os mantras são sons primordiais que possuem poder em e por si mesmos. No tantra buddhista tibetano, os mantras não têm tal poder inerente – a menos que sejam recitados por alguém com uma mente focalizada, eles são apenas sons. Porém, para as pessoas com uma atitude adequada, os mantras podem ser poderosas ferramentas que ajudam no processo de transformação.

(John Powers, Introduction to Tibetan Buddhism)

Já que [as sílabas dos mantras] são os símbolos ou marcas do Dharma, elas são definidas como o selo de todos os buddhas. Já que a divindade e o mantra não são diferentes, elas são definidas com divindades por todos os yogis. Já que estas marcas têm a habilidade de abençoar o fluxo mental dos seres sencientes, elas são definidas com buddhas. Já que as bênçãos dos tathagatas estão misturadas com os fenômenos do amadurecimento kármico, elas são definidas como aparência. Já que a sabedoria dos buddhas abençoou as sílabas, elas são definidas como indivisíveis.

(Jamgön Kongtrül Lodrö Thaye, The Light of Wisdom)

Um mantra não é nem uma “palavra mágica” nem um “encantamento”. é um instrumento da representação e concentração mentais e por isso um recurso do poder mental (mas não de forças sobrenaturais). A raiz man significa “pensar”, enquanto o sufixo tra exprime um instrumento, um recurso de acionamento. O efeito do mantra não depende, por conseguinte, de sua entonação – este é outro mal-entendido amplamente divulgado -, mas sim da atitude mental, das associações conscientes e inconscientes que são criadas através da intuição e dos exercícios a ela ligados.

(Lama Anagarika Govinda, Reflexões Budistas)

A relação entre a fala, a respiração e o mantra pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra funciona. […] Através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre uma determinada forma de energia. A energia do indivíduo está fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra. […] É possível influenciar a energia externa, efetuando os assim chamados “milagres”. Tal atividade é realmente o resultado de se ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a capacidade de comando sobre fenômenos externos.

(Chögyal Namkhai Norbu, Dzogchen)

Para contar as recitações, geralmente se utiliza um rosário (sânsc. mala, japamala, tib. trengwa / phreng ba) de cento e oito contas. Na prática, considera-se que uma volta do rosário equivale a cem mantras; os oito restantes servem para compensar os mantras recitados distraidamente.

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O mantra mais conhecido do buddhismo tibetano é Om Mani Padme Hum (os tibetanos pronunciam Om Mani Peme Hum), associado ao bodhisattva da compaixão, Avalokiteshvara. Nesse mantra, a sílaba Om representa a presença física de todos os buddhas. A palavra Mani, que em sânscrito significa jóia, simboliza a jóia da compaixão de Avalokiteshvara, capaz de realizar todos os desejos. A palavra Padme significa lótus, a bela flor que nasce no lodo; do mesmo modo, devemos superar o lodo das negatividades e desabrochar as qualidades positivas. A sílaba Hum, representando a mente iluminada, encerra o mantra.

Os mantras nem sempre possuem um significado claro e muitos deles são compostos por sílabas aparentemente ininteligíveis. Mesmo assim, eles são efetivos porque ajudam a manter a mente quieta e pacífica, integrando-a automaticamente na concentração. Eles fazem a mente ser receptiva às vibrações muito sutis e, portanto, aumentam sua percepção. Sua recitação erradica as negatividades grosseiras e a verdadeira natureza das coisas pode ser refletida na claridade resultante em sua mente.

O mantra mais conhecido do buddhismo tibetano é Om Mani Padme Hum (os tibetanos pronunciam Om Mani Peme Hum), associado ao bodhisattva da compaixão, Avalokiteshvara. Nesse mantra, a sílaba Om representa a presença física de todos os buddhas. A palavra Mani, que em sânscrito significa jóia, simboliza a jóia da compaixão de Avalokiteshvara, capaz de realizar todos os desejos. A palavra Padme significa lótus, a bela flor que nasce no lodo; do mesmo modo, devemos superar o lodo das negatividades e desabrochar as qualidades positivas. A sílaba Hum, representando a mente iluminada, encerra o mantra.

Os mantras nem sempre possuem um significado claro e muitos deles são compostos por sílabas aparentemente ininteligíveis. Mesmo assim, eles são efetivos porque ajudam a manter a mente quieta e pacífica, integrando-a automaticamente na concentração. Eles fazem a mente ser receptiva às vibrações muito sutis e, portanto, aumentam sua percepção. Sua recitação erradica as negatividades grosseiras e a verdadeira natureza das coisas pode ser refletida na claridade resultante em sua mente.

(Lama Zopa Rinpoche, Wisdom Energy)

Como atuam os mantras? O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e nossa mente. E pode acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência desarmoniosa, gerando uma sensação sutil de irritação. O mantra é ainda mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a profundidade da experiencia. Visto que os mantras não têm sentido conceitual, não evocam respostas predeterminadas. Quando entoamos um mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranqüilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e ligar-nos com uma energia natural e curativa.

(Tarthang Tulku, A mente oculta da liberdade)

Recitamos e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a união do som com a vacuidade. […] Ele não possui uma realidade intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciado simultaneamente com sua vacuidade. Através do mantra, não nos apegamos mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de nosso ser é transformada na consciência iluminada.

(Kalu Rinpoche, The Dharma)

Imprima o mantra que os tibetanos colocam em cima das portas
fonte:

http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/mantra.htmSolange Christtine Ventura

Em resumo :

Mantras são sons que emitimos para equilibrar a nossa energia. Com os Mantras conseguimos curar doenças, atrair sucesso, prosperidade, amor e tudo o que desejarmos.
É importante saber pronunciar o Mantra corretamente, mas a continuidade de sua entonação faz com que isso se corrija sozinho.
Lembramos a história do discípulo que após passar sua infância e adolescência em um mosteiro de Monges, e repetir diariamente um mantra que o deixou com um poder inacreditável, foi aconselhado, já na idade adulta, a sair pelo mundo levando sua sabedoria e poder para ajudar as pessoas. Ao chegar a uma cidade do interior ficou sabendo de um Monge, já bem velhinho, morador em uma ilha próxima do lugar, que tinha muito mais poderes do que ele. Curioso, resolveu investigar. Contratou um barqueiro e dirigiu-se a Ilha.
O bom velhinho o recebeu de braços abertos e conversaram durante muito tempo. Em determinado momento ele perguntou ao velhinho como ele podia ter tantos poderes, e o Monge afirmou que para isso somente repetia diariamente um Mantra que havia aprendido em sua infância.
O discípulo pediu para que ele entoasse o Mantra, e foi grande o seu espanto quando o Monge entoou o mesmo Mantra que ele praticava. Porém, sua entoação era um pouco diferente e o discípulo corrigiu o velhinho dizendo que sua entoação estava errada, o que era uma pena, porque ele podia ter muitos mais poderes se tivesse entoado o Mantra corretamente.
O bom velhinho, pediu para que ele lhe ensinasse a pronúncia correta e o discípulo obedeceu entoando o Mantra corretamente, e o velhinho ficou muito agradecido. Após uma longa conversa o discípulo despediu-se do bom velhinho e colocou-se de volta no barco para retornar a outra margem. No caminho, foi conversando com o barqueiro, contando a história e dizendo que era uma pena o velhinho já no final da vida, aprender a pronúncia certa do Mantra, pois poderia ter muito mais poderes se tivesse feito isso logo no início. Em dado momento percebeu a cara de espanto do barqueiro e virando-se para trás viu o velhinho vindo ao seu encontro “caminhando sobre as águas”, e ao chegar perguntou novamente ao discípulo: Caro amigo, por favor, me ensine novamente a pronúncia, porque esqueci a correta. O discípulo entoou novamente a pronúncia certa e o velhinho voltou caminhando sobre as águas, feliz e agradecido pelo ensinamento.
O discípulo aprendeu que, mesmo com todos os poderes do mundo, devemos ser humildes, receber e filtrar todos os conhecimentos que nos apresentam.
Aprendeu que, mesmo com grandes poderes você pode estar enganado.
Aprendeu que, não importa como entoamos os Mantras, eles trarão poderes, desde que venham do fundo do nosso coração.

Cada Chakra tem um Mantra e quando entoamos os Mantras dos Chakras equilibramos a nossa energia. É muito importante entoarmos sempre os Mantras dos Chakras.

O Gayatri Mantra explicado
O Gayatri protege quem o recita

O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.
Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e
depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.
Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.
Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas.
Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.
Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de Brahman poderiam ter a vaca.
Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas
tropas tomassem a vaca a força.
Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros
celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as
espantando do eremitério.
Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua
opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização
yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios
realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele
próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman.
Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação,
conseguindo grande poderes yogues.
Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou e
temeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.
O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou
e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria
havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra
renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação
profunda.
Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra,
mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de
Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.
Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.
Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.
Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.
Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues.
Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena.
Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse.
Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou umcéu/paraíso apenas para o rei.Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua
meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.
Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de
sua meditação profunda.
Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.
Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não
precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi.Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha.
Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.
Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio.
Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: “Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a
luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas
intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra! “
Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.
Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis
(lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele.
Vishwamitra tem como tradução possível “amigo (mitra) do Universo
(vishwa)”.
Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que
representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.
A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação.
Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.
Saraswati
A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.
Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra
fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.
Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou
um pedido solene.
Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.

O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT
Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]) ,
pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total.
Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.
Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:
1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
2)Sa: Bom uso da energia
3)Vi: Bom uso da riqueza
4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5)Va:A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8)Bhar: Controle Mental constante e firme
9)Go: Cooperação e Paciência
10)De: Todos os sentidos sob controle
11)Va: Vida Pura
12)Sya: Unidade do homem com Deus
13)Dhee: Sucesso em todas as esferas
14)Ma: Justiça Divina e Disciplina
15)Hi: Conhecimento
16)Dhi: Vida e morte
17)Yo: Seguir o caminho da retidão
18)Yo: Manutenção da Vida
19)Nah: Cautela e Segurança
20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23)Ya: Boa Progênie
24)At: Disciplinas da vida e cooperação
Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a
uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos
profundos e sutis.
Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.
Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais
prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três
linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será
superficial, como poderão comprovar.
De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte
maneira:
OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT
Vamos a uma tradução aproximada:
OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a
fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é
PRANAVA ou “substrato da vida, princípio vital”.
O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o
substrato de todo o Conhecimento, é o “pano de fundo” onde o potencial criativo se manifesta.
Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti,
ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].
Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso
estudo a definição acima basta.
BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. “palavras, dizeres”)
percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de
manifestação da Consciência.
As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.
BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é
a “espiritosfera” (neologia usada para descrever a amplitude
da “atmosfera espiritual” pertinente ao planeta, corpo celeste ou
parte/ambiente sideral) do planeta Terra.
BHUVAH é lit. “atmosfera”. Esotericamente é a espiritosfera
imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço
entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o
pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo
são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado
(espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se “buvarrá”. Em alguns casos, onde o `h’ final não é
pronunciado, é “buvá”.
SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o “limite da onisciência” (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.Lê-se “suvarrá”. Em alguns casos pode ser lido como “isvárra”.
As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.
Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda
Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo
humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)
Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga.
É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o
conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga,
enfim, no Tantra teria que ser explicado.
As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.
TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se “Tat” (com
t mudo).
SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios
solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus
do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.
De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo
penetrante.
VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre
BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.
DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se “devássia”.
DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se “dimarri”.
DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar
(revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, “diio”.
YO: o que, o qual.
NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se “narrá”, com o “á” curto, como em água.
PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar,
inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como
possa inspirar, possa animar. Lê-se “prachodaiáte” .
Uma tradução aproximada do mantra seria “Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto.”
O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman.Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.
Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a “expansão” do OM ou a energia que o movimenta.
Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.
O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a
batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de
vitória de Rama diminuíram consideravelmente.Com o uso do mantra Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.
Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de “vir a ser”.É energia pura.
Segundo os Vedas, “O Gayatri protege quem o recita”.
Ele deve ser cantado todos os dias, de preferência de Manhã, de Tarde
e de Noite.
Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de
prece.Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e
coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.
O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade;
Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.
Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se
fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é
a essência dos Vedas.
Para você que quer sentir esse energia convido-o a participar da Roda de Mantras, dia  5/10/2012 comigo as 20h na Casa de Bruxa
Entrada :  01 produto de limpeza ou 01 pacote de ração.
Informações : 4994.4327
Beijos Encantados
Tânia Gori
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