Poções & Encantos by Tânia Gori

Tradição Indígena Brasileira

Reflexão do Agora

Estava mexendo em uns arquivos antigos mo meu computador e achei esse …. Muito legal… Mas não tenho o autor, se alguém souber eu agradeço.

Tradição Indígena Wiccana Brasileira.

AMANA-MANHA – Deusa-Mãe da Chuva e protetora das nascentes. Tem a forma de uma rã e pode-se ouvi-la cantar quando chove. Mora na cabeceira do Rio Negro.

AMAO – Espírito do Rio Negro. Ensinou os indígenas Camanaos o processo de fazer beiju, farinha de mandioca, farinha de tapioca e várias outras coisas.

TXUNÔ – Deusa Caxinauá (Acre) com forma de andorinha. Leva os mortos para junto de seus antepassados.

ANGOERA – Espírito dos Pampas (RS). Tem a forma de uma língua de fogo e vagueia pelos pampas protegendo a vida silvestre.

ANHANGA – Deus da Caça no campo; protege os animais terrestres contra os caçadores que querem abusar da caça, matando desnecessariamente. Pode assumir formas diversas e, por isso, também tem vários nomes: Mira-nhanga = espírito de humano; tatu-anhanga = espírito de tatú; suaçu-anhanga = espírito de veado; tapira-anhanga = espírito de boi. Segundo os mitos tupis, a visão de um anhanga é prenúncio de alguma desgraça para os caçadores; no mínimo, um aviso de que estão exagerando e devem sair da mata. Também protege as plantas, das quais os animais dependem.

ARAÇI – Deusa-Mãe do dia. Tem a forma de uma cigarra. Também chamada de Aramanha ou Daridari.

ARU – Filho de Amana-Manha, também tem a forma de um sapo, que vive em clareiras do mato e em roçados. Em noites de chuva, Aru transforma-se em um rapaz e, pegando uma canoa, vai buscar sua Mãe na cabeceira do Rio Negro para visitar as roças e fazer com que elas prosperem.

BIATATÁ – Deusa do Mar, com forma de uma cobra-de-fogo, aparece sobre a água apenas de noite.

BOITATÁ – Deusa das águas doces, na forma de uma cobra-de-fogo. Vive nas praias de mar e de rio. Protege os campos contra incêndios. Às vezes se transforma num madeiro grosso em brasa (chamado méuan) para atacar aqueles que põem fogo nos campos inutilmente.

BOIÚNA – Deus das Matas (AM), com a forma de uma grande cobra preta, de olhos luminosos. Às vezes assumem a forma de um vapor para vagar sobre as águas dos rios, lagos e igarapés.

CAAMANHA – Deusa-Mãe da Mata. Protetora dos vegetais e animais. Coloca gravetos envenenados na cama ou rede dos lenhadores para que fiquem entorpecidos e sejam comidos pelos animais.

CAAPORA – Espírito da Floresta, também chamado de Caipora ou Curupira. Tem os pés virados para trás para que ninguém possa seguir seu rastro. Mora em troncos de velhas árvores. Protetor da mata e dos animais. Tem cabelos arrepiados e verdes, olhos em brasa e, às vezes, cavalga um caititu (porco-do-mato) agitando um galho de japecanga. Tem o poder de ressuscitar os animais mortos sem sua permissão, apavorando os caçadores.

CAPELOBO – Animal fantástico, com corpo humano, focinho de anta ou de tamanduá e pé em forma de um fundo de garrafa.. Sai à noite para rondar os acampamentos e barracões, com gritos.

CARUANAS – Espíritos das Águas, protetores da saúde dos que o invocam.

CARUARA – Duende amazônico, com forma de bicho-de-pau. Protege seus invocadores contra feitiços, mau-olhado, quebranto e reumatismo… mas também pode causar tudo isso, se aborrecido.

CAVALO DO RIO – Protetor do Rio São Francisco, persegue os pescadores predatórios, afundando suas barcas. Quando anda pelas margens do rio, ninguém o vê mas ouvem seus passos. Em noite de Lua Cheia, reflete sua luz, tornando sua silueta mais visível (porém, só na forma de um vulto).

CEUCI – Deusa-Mãe das Estrelas, mãe virgem de Jurupari.

CHIBAMBA – Espírito das Bananeiras (ES), ronca como um porco e gosta de dançar.

COARACI – Deus-Sol (Tupi, Nheengatu e Guarani), criador de todos os viventes e deuses. É casado com Jaci, sua irmã, a Deusa-Lua.

COROACANGA – Espírito das Palmeiras. Tem a forma de uma bola de fogo azul faiscante.

GANHAMBORA – Espírito das Matas, também conhecido como Pai-do-Mato, com aparência semelhante ao Pã grego. É grande e peludo, com uma barbicha preta, andando sempre acompanhado por um bando de queixadas. Normalmente está enlameado. Sua urina é azul.

GUAJARA – duende dos manguezais (CE). Imita vozes de animais, ruídos de caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas, fingindo cortar árvores; às vezes assume a forma de um pato para poder entrar nas casas e fazer suas brincadeiras.

GUNOCÔ – Espírito Guardião das Florestas. Se torna visível uma vez por ano, num bambuzal.

IARA – Senhora das Águas Doces.

IPUPIARA – Deusa das Águas e das Fontes, inimiga dos pescadores, mariscadores e lavadeiras.

JACI – Deusa-Lua, irmã-esposa do Sol. Protetora da vida vegetal, é mãe de todos os frutos. Tem duas formas: Iaci Omunhã (Lua Nova) e Iaci Icaua (Lua Cheia).

JURUPARI – Senhor das Leis, é filho virginal de Ceuci. Não podia ser visto por nenhuma mulher; aquela que o visse, morria.

KERPIMANHA – Deusa-Anciã, Senhora dos Sonhos, que desce do céu, pelo caminho do Arco-Íris (durante o dia) ou pelos raios das estrelas (durante a noite) e entra no coração das pessoas enquanto dormem e só sai de lá depois que elas acordam. Assim, quando uma pessoa acorda, encontra em seu coração o recado de Tupana, que a Velha deixou.

KILAINO – Duende dos bacaeris, variante do Caipora.

MANI – Espírito da Mandioca. Às vezes assume a forma de uma menina e passeia pelas plantações. O termo mandioca significa Casa (oca) de Mani (man).

MAPINGUARI – Gênio em forma de homem, mas todo cabeludo. Seus grandes pêlos o tornam invulnerável à bala, exceto na região do umbigo.

MARAJIGOANA – Espírito da Morte, aparece à pessoa anunciando sua morte.

MBAECÁIA – Espírito dos Caminhos, guia os viajantes que levam boas notícias. Também conhecido como Macaxera.

MBOIA-AÇU – Espírito do Rio Solimões (AM), tem a forma de uma cobra gigante com olhos de fogo.

MBUÁ – Deus da Caça, protetor dos filhotes e das fêmeas. Antes de começar uma caçada, deve-se oferecer um beiju para Mbuá em troca do animal.

MOTUCU – Espírito da Floresta, variante do Curupira.

NIBETAD – Herói mitológico que vive nas Plêiades. Um dia desceu e casou-se com uma mulher da tribo dos Cadiuéu; dessa união nasceram dois filhos: Gawé-txéheg e Nõmileka, grandes pajés.

PORONOMINARE – Herói mitológico da Bacia do Rio Negro. O primeiro humano criado, fundador das civilizações.

RUDÁ – Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a missão de despertar saudades nos amantes ausentes.

TATÁ-MANHA – Deusa do Fogo

TUPÃ – Também chamado de TUPANA, é o Deus dos Raios e Trovões, mas às vezes também é conhecido como Mãe do Trovão.

UAUIARÁ – Deus das Águas (AM), protetor dos peixes. Tem a forma de um boto e, às vezes, se transforma num lindo rapaz, no início das noites de Lua Cheia, para seduzir as moças ribeirinhas. Tem que voltar para a água antes do nascer do sol. Também pode assumir a forma de uma bela mulher, com os cabelos até os joelhos, para atrair os rapazes. Às vezes assume a forma de um cão robusto. Seu nome significa “o que chega de repente”.

URUTAU – Deusa-Lua, às vezes assume a forma de uma ave noturna, cujo canto melancólico e estranho, lembra uma gargalhada de dor.

XUNDARAUA – Espírito protetor do Peixe-Boi. Mata aqueles que pescam mais de um peixe-boi.

ALAMOA – duende feminino da Ilha de Fernando de Noronha. Mora no Pico (elevação rochosa quase inacessível) e vaga pelas suas redondezas, observando tudo que acontece na ilha. Segundo o mito, às sextas-feiras a pedra do Pico se fende e ela aparece na forma de uma forte luz ou um fogo-fátuo. Protetora da vida silvestre, ela aparece para os pescadores exagerados e os caçadores por esporte na forma de uma mulher linda e nua, mas quando eles se aproximam, transforma-se em um esqueleto, enlouquecendo-os. É de crença popular brasileira, mas vindo de origens euro-africanas.

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Gratidão pelo seu comentário ... Estarei respondendo assim que possível... Beijos Encantados ... Tânia Gori

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