Poções & Encantos by Tânia Gori

06/01 – Bolo do Reis

Reflexão do Agora

bolo-de-reis

O bolo de Reis tem sempre um presente e uma fava. Acredita-se na lenda que quem tirar o presente (a moeda nesse caso) diz que terá um ano prospero e quem tira a fava é o próximo a fazer o bolo de Reis no ano seguinte. Segue a baixo nossa receita de BOLO DE REIS.

Ingredientes

  • ¾ xícara (chá) de açúcar;
  • 1 xícara (chá) de manteiga;
  • 4 ovos;
  • 1 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo;
  • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó;
  • ½ xícara (chá) de vinho do porto;
  • 1 maçã verde;
  • ½ xícara (chá) de cereja;
  • ½ xícara (chá) de ameixa preta;
  • ½ xícara (chá) de uvas passas;
  • ½ xícara (chá) de nozes picadas;
  • ½ xícara (chá) de frutas cristalizadas.
  • 1 MOEDA (Lave-a bem antes de colocar no bolo)
  • 1 FAVA

PASSO A PASSO

  • Em um recipiente coloque as ameixas, as uvas passas, as nozes, as frutas cristalizadas, as cerejas picadas, a maçã e o vinho do porto. Reserve no vinho por aproximadamente 2 horas para umedecer as frutas. Em um recipiente coloque o açúcar e a manteiga. Misture. Adicione os ovos e mexa. Acrescente a farinha e bata com auxílio de uma colher até obter uma massa lisa. Agregue as frutas reservadas e o fermento em pó. Coloque em uma assadeira redonda, untada e polvilhada. Coloque uma moeda de um lado do bolo e a fava do outro lado. Leve ao forno pré-aquecido 180°C por 30 a 35 minutos. A seguir, retire do forno e regue com o glacê. Decore com frutas secas.
  • GLACÊ: Coloque o açúcar em um recipiente e adicione o leite aos poucos. Mexa até adquirir consistência desejada.
  • DICA: Se desejar, coloque gotas de limão no glacê.

Sirva o bolo com um café quentinho.

A simbologia, a lenda e a real história que envolvem o bolo-rei

Por detrás do bolo-rei está toda uma simbologia com 2000 anos de existência. De uma forma muito resumida, pode dizer-se que esta doce iguaria representa os presentes que os três Reis Magos deram ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. Assim, a côdea simboliza o ouro; as frutas, cristalizadas e secas, representam a mirra; e o aroma do bolo assinala o incenso.

Ainda na base do imaginário, também a fava tem a sua “explicação”. Reza a lenda que, quando os Reis Magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a brindar o Menino. Com vista a acabar com aquela discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no seu interior uma fava. O Rei Mago a quem calhasse a fatia de bolo contendo a fava seria o primeiro a entregar o presente. O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi Gaspar, Baltazar ou Belchior o feliz contemplado.

Historicamente falando, a versão é bem diferente. Os romanos usavam as favas para a prática inserida nos banquetes das Saturnais, durante os quais se procedia à eleição do Rei da Festa, também designado Rei da Fava. Este costume terá tido origem num jogo de crianças muito frequente durante aquelas celebrações e que consistia em escolher entre si um rei, tirando-o à sorte com as favas.

Este inocente jogo acabou por ser adaptado pelos adultos, que passaram a fazer uso das favas para votar nas assembleias. Dado aquele jogo infantil ser característico do mês de Dezembro, a Igreja Católica decidiu relacioná-lo com a Natividade e, depois, também com a Epifania (os dias entre 25 de Dezembro e 6 de Janeiro). Esta última data acabou por ser designada pela Igreja como Dia de Reis, altura em que algumas famílias, nomeadamente em Espanha, procuram manter a tradição, não só comendo o bolo-rei como aproveitando a ocasião para distribuir os presentes pelas crianças.

Para além desta, havia uma outra tradição, da qual poucos terão conhecimento, que afirmava que os cristãos deveriam comer 12 bolos-reis, entre o Natal e os Reis, festa que muito cedo começou a ser celebrada na corte dos reis de França. O bolo- -rei terá, aliás, surgido neste país, no tempo de Luís XIV, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. Com a Revolução Francesa, em 1789, a iguaria foi proibida, mas, como bom negócio que era, os pasteleiros continuaram a confeccioná-lo sob o nome de gâteau des san-cullottes.

Por cá, depois da proclamação da República, a proibição do bolo- -rei esteve também prestes a acontecer. No entanto, passado esse período negro, a história deste bolo tem sido um sucesso e todas as confeitarias e pastelarias se enchem de clientes para adquirir o rei das iguarias nesta quadra festiva.

http://www.dn.pt/arquivo/2005/interior/a-simbologia-a-lenda-e-a-real-historia-que-envolvem-o-bolorei-633068.html

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Categorised in: Gastronomia da Bruxa, simpatias & Feitiços

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